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Bem-vindo ao hub de conteúdo da Martiniano — Consultoria e Treinamentos.
Aqui compartilhamos aprendizados reais de mais de 27 anos de gestão comercial, mentorias e implementações do Método SIS700™ em clínicas, consultórios e negócios de serviços premium.
Cada artigo é pensado para entregar uma visão prática sobre:
Liderança e Cultura de Execução — Como formar times que entregam sem depender do "herói" da operação
Gestão Comercial e Processos — Rotina, cadência e indicadores que geram previsibilidade
Vendas B2B e Serviços de Saúde — Estratégias de conversão, posicionamento e jornada do cliente
Método SIS700™ — Cases, fundamentos e aplicações do método que transforma gestão em resultado
Navegue, leia, questione. E se bater aquela vontade de colocar em prática, você já sabe onde nos encontrar.
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Autor: Alex Martiniano - 29 de junho de 2026
Transformando o primeiro contato em uma unidade estratégica de conversão e fidelização
Com as consultorias que tenho realizado nos últimos meses, percebo que a avalanche premeditada de atendimentos desqualificados chegaria facilmente em clínicas e consultórios odontológicos e médicos, quase que inevitável. Mas quase.
Digo ‘quase’ porque sabemos e presenciamos alguns atendimentos de alto nível. Então, por que não vemos isso em todos os lugares? E mais: por que a minha clínica não é assim?
Buscar entender como seu cliente quer ser atendido é a primeira coisa a se fazer, entender que ele é o centro de tudo, que seu negócio, seja um consultório, ou uma clínica deve estar ter o FOCO DO CLIENTE. E isso faz toda a diferença.
Tendo como premissa que você já sabe o que vai entregar para seu paciente (clinica geral, ou uma especialidade ou multidisciplinaridade, ou ambas), sabe qual seu público alvo (mais velhos, mais novos, classes A,B,C ou D e E, por religião, gênero, etc) e como vai entregar seus serviços ( com rapidez, carinho, agilidade, resolutividade...), vamos partir para um assunto muito pertinente ao dia a dia da sua clínica ou consultório, o mínimo que você deve implantar e implementar o quanto antes, caso já não existam.
A Gestão sem Improviso: O Fim da "Recepção Passiva"
O sucesso de uma clínica premium não é fruto do acaso, mas da previsibilidade operacional. No mercado atual, a recepção deixou de ser um centro de custos para se tornar o coração estratégico da jornada do paciente. Quando o atendimento depende do "bom humor" ou da "intuição" da colaboradora, a clínica está vulnerável. A excelência exige método, estruturar processos que garantam que cada interação seja uma oportunidade de reforçar a autoridade clínica e elevar a percepção de valor, eliminando o improviso que drena a lucratividade e a reputação do profissional.
1. Padrões para Receber Clientes (Protocolo de Boas-Vindas)
O objetivo primordial é estabelecer uma conexão imediata e reduzir a barreira de ansiedade do paciente, garantindo que ele se sinta esperado e exclusivo.
1.1. Execução e Responsabilidades
Objetivo: Gerar impacto positivo nos primeiros 7 segundos de contato.
Passo a passo: 1. Identificar a chegada do paciente visualmente; 2. Levantar-se para cumprimentar (rompendo a barreira do balcão); 3. Utilizar o nome do paciente imediatamente; 4. Oferecer o menu de hospitalidade (café gourmet, água aromatizada, senha do Wi-Fi); 5. Confirmar o horário e o profissional que irá atendê-lo.
Papéis: Recepcionista (execução direta); Gestor (auditoria de postura e ambiente).
1.2. Ferramentas de Controle
Checklist: Balcão livre de objetos pessoais? Postura ereta e sorriso no rosto? Nome do paciente confirmado na agenda? Menu de hospitalidade oferecido?
Script: "Bom dia, Sr. José! Seja muito bem-vindo à nossa clínica. O Dr. [Nome] já sabe que o senhor chegou. Enquanto finalizamos os preparativos, o senhor aceita um café ou uma água gelada? Fique à vontade em nossa sala de espera, a senha do Wi-Fi é [Senha]."
KPIs: NPS (Net Promoter Score) específico da recepção; Tempo médio entre chegada e primeiro contato.
1.3. Boas Práticas e Erros
Boas Práticas: Estudar a agenda do dia anterior para memorizar nomes e rostos (se houver foto no sistema).
Erros Comuns: Manter-se ao telefone ou digitando enquanto o paciente entra, sem fazer contato visual imediato.
2. Resposta a Dúvidas (Autoridade na Comunicação)
O objetivo é transformar dúvidas técnicas ou comerciais em segurança para o paciente, posicionando a equipe de frente como uma extensão da competência do doutor.
2.1. Execução e Responsabilidades
Objetivo: Sanar objeções de forma técnica, porém acessível, aumentando a taxa de conversão.
Passo a passo: 1. Escuta ativa sem interrupções; 2. Validação da dúvida ("Essa é uma excelente pergunta..."); 3. Explicação baseada em benefícios, não apenas em características; 4. Confirmação de entendimento.
Papéis: Secretária(o) Clínica(o) ou Consultora(or) de Vendas.
2.2. Ferramentas de Controle
Checklist: A dúvida foi respondida sem hesitação? Foi utilizado vocabulário adequado ao perfil do paciente? Houve encaminhamento para o próximo passo (agendamento/fechamento)?
Script: "Entendo sua dúvida sobre o tempo do tratamento, Sra. Helena. Esse protocolo que o Dr. propôs é justamente para garantir que o resultado seja mais duradouro e biológico, evitando manutenções frequentes no futuro. Ficou claro como isso protege seu investimento?"
KPIs: Taxa de conversão de orçamentos; Índice de retorno de pacientes que tiraram dúvidas por canais digitais.
2.3. Boas Práticas e Erros
Boas Práticas: Ter um "Manual de Dúvidas Frequentes" (FAQ) treinado e alinhado com o corpo clínico.
Erros Comuns: Responder "não sei, só o doutor pode dizer", o que destrói a autoridade da equipe de apoio.
3. Resolução de Reclamações (Gestão de Atrasos)
O objetivo é mitigar a frustração e reverter uma experiência negativa em um demonstrativo de respeito e organização.
3.1. Execução e Responsabilidades
Objetivo: Neutralizar o conflito antes que ele escale para uma insatisfação pública.
Passo a passo: 1. Monitorar o tempo de espera (alerta aos 15 minutos); 2. Abordar o paciente proativamente antes que ele reclame; 3. Explicar o motivo (sem detalhes excessivos); 4. Oferecer opções (esperar, reagendar com prioridade ou compensação imediata).
Papéis: Recepcionista Líder.
3.2. Ferramentas de Controle
Checklist: Paciente foi avisado do atraso? Foi oferecida uma cortesia (ex: voucher de estacionamento)? O registro do incidente foi feito para análise de causa raiz?
Script: "Sr. Marcos, peço desculpas, mas tivemos uma intercorrência no procedimento anterior e o Dr. terá um atraso de 20 minutos. Para seu conforto, gostaria de oferecer uma renovação do seu café ou, se preferir, podemos validar seu estacionamento como cortesia pelo tempo extra. O senhor prefere aguardar ou gostaria de prioridade para um novo horário?"
KPIs: Taxa de reclamações resolvidas no primeiro contato; Índice de pontualidade da agenda.
3.3. Boas Práticas e Erros
Boas Práticas: Manter o paciente informado a cada 10 minutos de atualização, caso o atraso persista.
Erros Comuns: Tentar "esconder" o atraso ou ignorar o paciente que está visivelmente impaciente na recepção.
4. Experiência de Excelência (Follow-up de Cuidado)
Como defendo em meu livro , que em breve estará disponível, a percepção de cuidado do paciente é consolidada quando ele percebe que a clínica se importa com ele mesmo quando ele não está na cadeira do dentista ou na maca do médico.
4.1. Execução e Responsabilidades
Objetivo: Estender o ciclo de cuidado e fortalecer o LTV (Lifetime Value) do paciente.
Passo a passo: 1. Identificar pacientes que realizaram procedimentos complexos no dia; 2. Realizar contato (WhatsApp ou ligação) em até 24h; 3. Questionar sobre o bem-estar e adesão à medicação; 4. Reportar intercorrências ao doutor imediatamente.
Papéis: Concierge ou Recepcionista de Pós-Venda.
4.2. Ferramentas de Controle
Checklist: Contato realizado dentro do prazo? Resposta registrada no prontuário? Mensagem personalizada enviada?
Script: "Olá, Sra. Beatriz! Aqui é a [Nome] da clínica. O Dr. [Nome] pediu para entrar em contato e saber como a senhora passou a noite após o procedimento. Está sentindo algum desconforto ou tem alguma dúvida sobre a medicação?"
KPIs: Taxa de retenção de pacientes; Número de indicações diretas (Member Get Member).
4.3. Boas Práticas e Erros
Boas Práticas: Personalizar o contato mencionando algo pessoal que o paciente comentou durante a consulta.
Erros Comuns: Automatizar o follow-up de forma fria, perdendo a essência do cuidado humanizado.
Conclusão e Próximos Passos
A padronização da recepção é o que separa "clínicas amadoras" de empresas de saúde lucrativas e respeitadas. Se sua equipe ainda opera no improviso, você está deixando dinheiro e reputação na mesa. O treinamento contínuo e a implementação de processos claros são os únicos caminhos para a previsibilidade.
Sua recepção está preparada para o próximo nível? Entre em contato para entender como podemos implementar esses processos em sua unidade e transformar seu atendimento em uma máquina de resultados.
Alex Martiniano Consultor Sênior | Especialista em Gestão de Clínicas Premium
Consultor de Gestão e Marketing em Negócios de Saúde - Mentoria e Treinamentos em Liderança, Vendas e Gestão
29 de junho de 2026
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Autor: Alex Martiniano - 23 de junho de 2026
Estratégias de Gestão, Neuro-vendas e Engenharia de Conversão para Clínicas Odontológicas
23 de junho de 2026
"Seu consultório não é refém do seu talento clínico. Ele é refém da ausência de um sistema." Alex Martiniano, Além do Mocho
1. O DESCONFORTO QUE PRECISA ACABAR
Após ouvir uma estratégia ou técnica de venda, tente usá-la na próxima hora. A teoria seguida pela ação leva ao domínio. Isso vale para a clínica, para a liderança e, principalmente, para a conversão de tratamentos. Decidi trazer um tema que está sempre em evidência e que gera discussões acaloradas na área da saúde: vender tratamentos odontológicos.
Fato é que precisamos assumir, de uma vez por todas: profissionais de saúde dependem de vendas. Digo isso porque sempre que falamos nesse assunto, percebemos um desconforto por parte dos cirurgiões-dentistas ao expressarem a necessidade de vender seus serviços. Existe uma crença limitante de que "basta ter qualidade técnica" para que os pacientes apareçam e fechem tratamento.
Isso é o que chamo no Método SIS700™ de A MALDIÇÃO DO "SEMPRE FOI ASSIM". A qualidade técnica é condição básica, não diferencial competitivo. O que separa uma clínica que cresce de uma que patina não é a habilidade clínica do profissional — é a capacidade de estruturar um SISTEMA DE CONVERSÃO.
No livro "Além do Mocho" que já estou finalizando, defino que o grande salto acontece quando o profissional sai do MOCHO (a cadeira do atendimento clínico) e assume a CADEIRA DE CEO. É disso que estamos falando aqui.
2. CAUSA E EFEITO: O LUCRO COMO CONSEQUÊNCIA
Precisamos entender uma lógica fundamental: a venda não é um evento isolado. Ela é o EFEITO de uma CAUSA bem construída. A Causa é composta pelo Tripé de Relacionamento com o Cliente, os 3 Ps do Método SIS700™:
AMBIENTE — O espaço físico e digital que comunica valor antes mesmo de qualquer palavra ser dita.
PROCESSOS — Os roteiros, fluxos e POPs (Procedimentos Operacionais Padrão) que transformam atendimento em experiência.
PESSOAS — Equipe treinada, alinhada e preparada para conduzir cada etapa da jornada do paciente.
O Efeito? Previsibilidade de receita. Crescimento sustentável. Uma clínica que não depende exclusivamente do seu talento clínico. Então não, vender não é "empurrar" tratamento. Vender é CONECTAR uma solução bem estruturada a um paciente que tem um desejo ou uma necessidade. E isso é ético, profissional e necessário.
3. O NOVO PACIENTE: DIGITAL, INFORMADO E EXIGENTE
Sabemos que grande parte dos pacientes que chegam aos consultórios vem de indicações, isso é verdade e sempre será relevante. Mas o comportamento do consumidor mudou profundamente. É cada vez mais comum a busca por profissionais da saúde em redes sociais e mídias digitais. O paciente de 2026 não apenas pergunta ao amigo "qual dentista você recomenda?", ele pesquisa o Instagram da clínica, olha o Google Meus Negócios, compara avaliações e forma uma opinião ANTES de ligar.
Seu negócio precisa estar lá. Você não precisa se expor, expor sua vida pessoal, sua família ou seus pacientes, mas sua clínica, seus diferenciais, sua equipe e os resultados que você proporciona precisam estar visíveis. Isso que chamo de CONSTRUÇÃO DE AUTORIDADE DIGITAL. Não se trata de "postar por postar". Trata-se de criar um ecossistema de conteúdo que comunique, em cada ponto de contato:
Quem você é;
Como você resolve problemas;
Como é a experiência de ser atendido por você;
O que seus pacientes dizem sobre você.
4. A ENGENHARIA DE CONVERSÃO (O ANTIGO HOT CALL)
No artigo original de 2020, eu falava sobre o HotCall, o contato ativo com potenciais pacientes que engajaram com seu conteúdo. O conceito segue vivo, mas agora dentro de um pilar maior: a ENGENHARIA DE CONVERSÃO, o 3º Pilar do Método SIS700™.
Engenharia de Conversão é o sistema de neuro-vendas e persuasão ética que transforma interesse em agendamento, e agendamento em tratamento concluído. Vamos por etapas:
4.1. ETAPA 1 — TRIAGEM INTELIGENTE
Nem todo lead é um paciente ideal. Antes de ligar, investigue: quem é essa pessoa? O que ela busca? Qual o nível de urgência? O perfil socioeconômico? A própria plataforma que gerou o engajamento dá pistas. Use os dados a seu favor.
4.2. ETAPA 2 — O CONTATO ESTRATÉGICO
O antigo HotCall agora é uma ABORDAGEM ESTRUTURADA. Sua equipe precisa ter um script que não soe como script. Um roteiro flexível que abra com valor, explore a queixa principal e convide para uma consulta exploratória. Lembre-se: o objetivo do primeiro contato não é fechar o tratamento. É AGENDAR UMA CONSULTA. Argumentos devem ser compostos de vantagens e benefícios para o paciente. Ele precisa sentir desejo de ir até você.
5. A EXPERIÊNCIA DO CONSULTÓRIO: OS 7 SEGUNDOS QUE DECIDEM TUDO
A neurociência nos mostra que a decisão de confiar (ou não) em um profissional acontece nos primeiros 7 segundos de interação. O Sistema Límbico, a parte emocional do cérebro, processa o ambiente muito antes do córtex racional analisar qualquer argumento técnico.
Isso significa que seu paciente chega ao consultório e, em 7 segundos, já formou uma impressão visceral sobre o cheiro do ambiente, a recepção, a organização visual e a postura da equipe. Depois disso, tudo que você falar será filtrado por essa impressão inicial. Se ela for positiva, suas palavras terão peso. Se for negativa, você estará remando contra a corrente.
6. A VENDA COMO SOLUÇÃO DE DESEJOS
Seu paciente tem profundo conhecimento em ATENDIMENTO, não em odontologia. Ele sabe o que é um ambiente acolhedor, dá valor a pessoas que o tratam com educação, respeito e empatia. No Método SIS700™, chamamos isso de VENDA POR VALOR PERCEBIDO. O paciente não compra um tratamento, ele compra a solução para uma dor, a tranquilidade, a transformação e o status.
Sua missão é entender qual desses fatores pesa mais para cada paciente. Pergunte. Investigue. E jamais minta. A verdade sempre será sua maior aliada, mesmo que não gere uma venda imediata. Uma venda perdida por honestidade é um paciente que volta. Uma venda ganha na mentira é um paciente que nunca mais indica ninguém.
7. A NEGOCIAÇÃO E O LTV
O LTV (LIFETIME VALUE) é o valor total que um paciente gera ao longo de todo o relacionamento com sua clínica. Quando você entende o LTV, a negociação muda completamente. Você não está mais defendendo o preço de um procedimento; você está construindo uma relação de longo prazo. Pequenas concessões iniciais deixam de ser "desconto" e passam a ser INVESTIMENTO EM LTV.
CONCLUSÃO: DA PROMOÇÃO À CONVERSÃO, DO MOCHO À CADEIRA DE CEO
Vender não é sobre técnica. É sobre SISTEMA. Os 5 Pilares do SIS700™ se aplicam diretamente aqui:
DIAGNÓSTICO — Entenda onde sua clínica está hoje em termos de conversão.
ESTRUTURAÇÃO DE PROCESSOS — Crie POPs de atendimento, contato e fechamento.
ENGENHARIA DE CONVERSÃO — Aplique neuro-vendas e scripts estruturados.
INDICADORES ESSENCIAIS — Meça CAC, LTV, taxa de conversão e custo da hora clínica.
CONSOLIDAÇÃO ESTRATÉGICA — Garanta que o sistema funcione sem sua presença física.
Seu objetivo final não é "vender mais". É construir um ATIVO REAL — uma clínica que vale 3x a 5x o lucro líquido anual, que funciona sem você no mocho, e que te dá liberdade para liderar de onde quiser. Isso é a ROTA DE FUGA. E ela começa com um sistema de conversão bem estruturado.
Um grande abraço.
Alex Martiniano
Consultor de Gestão e Marketing em Negócios de Saúde - Mentoria e Treinamentos em Liderança, Vendas e Gestão
23 de junho de 2026
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Autor: Alex Martiniano - 21 de junho de 2026
A Ilusão da Liderança por Decreto
Muitos cirurgiões-dentistas, médicos e esteticistas de alto padrão acreditam que a liderança é um direito adquirido no momento em que abrem um CNPJ e começam a pagar salários. Ledo engano. O contrato social e o cargo de proprietário lhe dão o poder de mando, mas apenas o seu comportamento e o seu posicionamento estratégico lhe conferem a autoridade real perante a equipe.
Se a sua clínica ou consultório simplesmente para de funcionar ou despenca em faturamento quando você não está presente fisicamente, você não construiu um negócio. Você criou um autoemprego altamente sofisticado — e que está consumindo a sua liberdade.
A Armadilha do Operador: O "Dono" Refém do Mocho
O perfil do "dono-operador" é facilmente reconhecível. É aquele profissional que acorda todos os dias para apagar incêndios operacionais. Ele vive sobrecarregado, refém do mocho ou da sala de atendimento, e é dominado pela crença limitante de que "ninguém faz tão bem quanto eu".
Essa postura centralizadora gera três consequências imediatas e severas para o negócio:
Estagnação do Crescimento: O teto de faturamento da clínica fica limitado à capacidade física de atendimento do próprio dono.
Esgotamento Físico e Mental: A ausência de tempo livre gera estresse crônico, comprometendo a qualidade de vida e a própria paixão pela profissão.
Desvalorização do Ativo: Uma clínica que depende 100% da força técnica de seu fundador não possui valor de mercado (valuation) para uma futura venda ou expansão, pois ela não funciona de forma independente.
O Líder e a Lei de Causa e Efeito
O verdadeiro líder de uma clínica de alto padrão não foca apenas no faturamento imediato; ele entende de Causa e Efeito. Ele compreende que o lucro extraordinário e a previsibilidade são os efeitos de uma engrenagem muito bem desenhada. A causa desse sucesso reside em duas frentes fundamentais: Processos Impecáveis e Pessoas Alinhadas.
Em vez de buscar culpados quando algo dá errado na recepção ou no pós-venda, o líder estrategista ajusta o ambiente. Ele desenha processos claros, estabelece Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e estuda a antropologia por trás de cada colaborador para entender o que realmente os motiva.
Para que essa transição aconteça, o líder precisa dominar o conceito das 2 Horas de Ouro. Trata-se de bloquear os primeiros 120 minutos do dia exclusivamente para pensar estrategicamente, analisar indicadores essenciais e desenhar o futuro do negócio, longe do atendimento clínico.
Qual Cadeira Você Está Ocupando Hoje?
A grande virada de chave para a escala e para a construção de um Ativo Real passa por uma pergunta muito simples, mas profunda: Qual cadeira você está ocupando hoje na sua clínica?
A cadeira do operacional: que executa o serviço técnico e se desgasta no dia a dia.
A cadeira de CEO: que lidera pessoas, otimiza processos, analisa métricas e escala o negócio.
O caminho para a liberdade e para a construção de uma clínica previsível e lucrativa exige a coragem de levantar-se do mocho e assumir o controle estratégico da sua empresa. Quando você padroniza o atendimento, treina sua equipe sob a ótica da neurociência de consumo e descentraliza a operação, a sua clínica deixa de ser um peso e passa a ser um ativo gerador de riqueza.
Para estruturar essa transição com segurança, nós aplicamos o Método SIS700™, que organiza a jornada do profissional de saúde em pilares claros: desde o diagnóstico preciso da operação e a engenharia de processos até a consolidação de uma clínica que roda perfeitamente sem a necessidade da sua presença física no mocho.
Se você está pronto para deixar de ser apenas o dono que apaga incêndios e quer assumir definitivamente a Cadeira de CEO da sua clínica, o momento de desenhar os seus processos e liderar a sua escala é agora.
Um grande abraço.
Alex Martiniano
Consultor de Gestão e Marketing em Negócios de Saúde - Mentoria e Treinamentos em Liderança, Vendas e Gestão
22 de junho de 2026
070120

Autor: Alex Martiniano - 08 de junho de 2026
Sempre acreditei que a experiência de campo é a melhor escola. Após 27 anos navegando pelos desafios da gestão e das vendas na área da saúde, senti que era hora de dar um passo além para entender o que realmente acontece "dentro" da cabeça de quem senta na nossa frente.
Por isso, estou na reta final do meu MBA em Neurociência, Marketing e Consumo pela PUC.
Essa jornada acadêmica, somada às quase três décadas de prática, me trouxe clareza sobre um ponto crucial que muitas vezes ignoramos entre um diagnóstico e outro: o processo biológico da decisão.
O conflito entre o Mocho e a Mente
Muitas vezes, ficamos presos ao "mocho" — à técnica, ao procedimento, à lógica clínica. Mas a venda em saúde acontece em um campo de batalha muito mais antigo: o Sistema Límbico e o Cérebro Reptiliano.
Quando você apresenta um orçamento, o cérebro do paciente não vê apenas uma solução de saúde. Ele vê, instintivamente, uma ameaça. Ameaça ao patrimônio, medo da dor ou incerteza sobre o resultado. Se você comunica apenas para o Neocórtex (a parte racional), você está tentando convencer a pessoa errada. A decisão de compra é, em sua essência, emocional. O racional serve apenas para justificar a escolha que o instinto já fez milissegundos antes.
Por que o "Não" é a resposta padrão?
Existem gatilhos biológicos que travam o fechamento de um orçamento:
Aversão à Perda: O cérebro humano sente duas vezes mais a dor de perder R$ 5.000 do que o prazer de ganhar um benefício equivalente. Se o paciente foca no preço e não no valor transformador, a amígdala dele entra em modo de "fuga".
Sobrecarga Cognitiva: Explicações técnicas demais geram confusão. E um cérebro confuso sempre diz "não".
Falta de Conexão (Rapport): Sem a liberação de ocitocina — o hormônio da confiança — não há venda. Se o paciente não se sente seguro emocionalmente, o orçamento vira apenas um papel com números.
Além do Diagnóstico Técnico
Para transformar o "vou pensar" em "quando começamos?", precisamos de um método. Um sistema que entenda que o comportamento humano segue padrões.
Ao longo da minha trajetória, percebi que o sucesso de uma clínica ou consultório premium não depende apenas da habilidade manual do profissional, mas da sua capacidade de liderar a percepção do paciente. É preciso sair de trás do mocho e entender de gente.
O que vem por aí...
Tenho dedicado os últimos meses a organizar toda essa bagagem de 27 anos e os novos fundamentos da neurociência em um projeto muito especial. Estou finalizando um livro onde mergulho profundamente nessa metodologia, revelando como alinhar sua comunicação aos gatilhos que realmente movem a decisão do paciente.
O objetivo é simples: fazer com que o seu valor seja percebido antes mesmo de você abrir a boca para falar de preços.
Um grande abraço.
Alex Martiniano
Consultor de Gestão e Marketing em Negócios de Saúde - Mentoria e Treinamentos em Liderança, Vendas e Gestão
22 de junho de 2026